Jurados Jurados

Para cumprir a difícil tarefa de selecionar as melhores reportagens sobre legislação e políticas públicas relacionadas a drogas, o Prêmio Gilberto Velho Mídia e Drogas selecionou um grupo de especialistas de destaque do setor e jornalistas experientes. Confira abaixo os jurados.

Angelina Nunes

É professora na ESPM-RJ e integra o conselho da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), da qual foi presidente em 2008–2009. Formada pela UFRJ, fez pós-graduação em Políticas Públicas no Iuperj e é mestre em Comunicação pela Uerj. Começou a trabalhar em 1980. Foi repórter e editora-assistente na Rádio MEC, TVE, TV Manchete, O Dia e O Globo. Está entre as jornalistas mais premiadas do Brasil, tendo conquistado Esso, Embratel, Vladimir Herzog, SIP, YPIS e Rey de España. É editora do site Mulheres50+, espaço para trocar vivências, se informar e refletir sobre as mudanças do universo feminino após os 50 anos.

Bruno Torturra

Jornalista e fotógrafo, foi repórter especial, correspondente internacional e diretor de música e redação na revista Trip. Em 2011 ajudou a construir a rede Fora do Eixo, estrutura descentralizada e livre de comunicação e jornalismo, também é apresentador da Pós TV (postv.org) e um dos idealizadores da Mídia Ninja (Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação). Articulador de coletivos e redes de ativismo em torno do movimento Existe Amor em SP e participante da Rede Pense Livre, grupo que trabalha em nome de uma política de drogas que funcione no Brasil. Atualmente colabora como roteirista para o programa GregNews, da HBO, e idealizador do site de entrevistas Fluxo.

Cristiane Costa

Formou-se em Jornalismo na Universidade Federal Fluminense (UFF), atualmente é professora e coordenadora do curso de Jornalismo da Eco-UFRJ. É Doutora em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisadora do pós-doutorado do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (Paac). Foi editora do caderno Ideias, suplemento literário do Jornal do Brasil, da revista Nossa História e do Portal Literal (www.literal.com.br), além de editora de não-ficção da Nova Fronteira. É autora de ‘Pena de aluguel: escritores jornalistas no Brasil’, pesquisa premiada com a Bolsa Vitae de Literatura em 2001 e publicada pela Companhia das Letras. E ainda de ‘Eu compro essa mulher: romance e consumo nas telenovelas brasileiras e mexicanas’, publicada pela Jorge Zahar Editor.

Francisco Inacio Bastos

Doutor em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz (1995), com estágios de pós-doutorado/pesquisador visitante na Alemanha, no Canadá, no Reino Unido e nos Estados Unidos. É pesquisador titular da Fiocruz, desenvolvendo pesquisas voltadas especialmente para a epidemiologia e prevenção do abuso de drogas e do HIV/AIDS. É autor e coautor de mais de 260 publicações e 90 capítulos de livros no Brasil e em países da Europa e da América do Norte. Atualmente, coordena pesquisa sobre padrões de consumo de crack no Rio de Janeiro, além do III Levantamento Nacional sobre Uso de Drogas pela População Brasileira.

Luciana Boiteux

É mestre (UERJ) e doutora em direito (USP). É professora adjunta de Direito Penal e Criminologia da UFRJ e  coordenadora do Grupo de Pesquisas em Política de Drogas e Direitos Humanos. Também é membro do Conselho Consultivo da REDUC – Rede Brasileira de Redução de Danos e Direitos Humanos e  pesquisadora associada ao NEIP – Núcleo de Estudos sobre Psicoativos. É membro da Rede Pense Livre e do Colectivo de Estudios Droga y Derecho (CEDD).

Mauricio Fiore

Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), doutor em Ciências Sociais na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). É mestre em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (USP), publicou diversos trabalhos sobre psicoativos, entre os quais se destaca sua dissertação de mestrado, publicada no livro Uso de “drogas”: controvérsias médicas e debate público (Mercado de Letras/Fapesp, 2006).

Natalia Viana

Co-fundadora e co-diretora da Agência Pública de Jornalismo Investigativo, a primeira organização sem fins lucrativos do tio no Brasil. Cobriu temas sociais internacionais, desde refugiados tibetanos no Norte da Índia, indígenas sob massacre na Colômbia e em favelas de Cancún, no México. É autora e co-autora de três livros sobre violações direitos humanos: Plantados no Chão (Conrad, 2007), uma denúncia dos assassinatos políticos no Brasil entre os anos de 2003 e 2006, Jornal Movimento, uma Reportagem (Manifesto, 2010) e Habeas Corpus: Que Se Apresente o Corpo (Secretaria de Direitos Humanos, 2010), sobre os desaparecidos políticos. Em 2016, Natalia teve seu trabalho reconhecido por prêmios de grande reputação, como o Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos, o prêmio Comunique-se de repórter de mídia escrita, e o próprio Gabriel Garcia Márquez. Por conta desse reconhecimento, foi a jornalista mais premiada do Brasil em 2016, ao lado da Eliane Brum, segundo ranking feito pelo portal Jornalistas & Cia.

Sílvia Ramos

Coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) no Rio de Janeiro, é doutora em Ciências pela Fundação Oswaldo Cruz na área temática Violência e Saúde. Tem experiência em pesquisas sobre violência urbana e segurança pública, atuando principalmente nos seguintes temas: juventude, polícia, mídia e movimentos sociais. Publicou Elemento suspeito: abordagem policial e discriminação na cidade do Rio de Janeiro, com Leonarda Musumeci (2005),Mídia e violência: tendências na cobertura de criminalidade e segurança pública no Brasil, com Anabela Paiva (2007) e Política, direitos, violência e homossexualidade, com Sergio Carrara e outros autores em 2006.